• Kanucha Barbosa

Pensamentos aleatórios sobre Sex And The City



Quando Sex And The City estreou, eu tinha 12 anos. Não me lembro muito bem qual foi a primeira vez que assisti à série, mas lembro que eu ainda não tinha começado a faculdade. Talvez uns 16, 17 anos? Depois disso, não consigo dizer quantas vezes acompanhei os dramas de Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha na casa dos 20 anos. Muitas!


Hoje em dia, contudo, tem coisas que eu amava lá atrás e assisto novamente apenas para me decepcionar (quantas comédias românticas eram tão incríveis e hoje a gente percebe que não era bem assim?). E quando a HBO Brasil liberou todas as temporadas neste mês, pensei na possibilidade de assistir novamente, agora aos 33, e a magia ter ido embora. Ah, como é bom estar errada! SATC é definitivamente como uma Birkin Bag ou uma sapatilha Chanel bicolor: clássica.

Assistindo a alguns episódios aleatórios, resolvi separar algumas histórias pra provar a atemporalidade da série. Vamos lá:

Samantha e Richard Wright


Sam oferece seus serviços de RP ao dono de uma rede hotéis, que não a contrata por ela não ser um homem. O que leva a discussão entre as quatro amigas de que mulheres são injustamente rotuladas de emotivas demais e por isso não seguram a onda profissionalmente. Charlotte lembra que, em 10 anos de galeria, chorou apenas uma vez e ficou marcada para sempre: “Cuidado, a Charlotte chora”, diziam os colegas pelos corredores. Samantha comenta: “quando um homem fica com raiva, ele é ‘enérgico’, uma mulher... ela é emotiva”.



*Ainda reconhece esse tipo de comportamento no mercado de trabalho? E por mais clichê que seja a essa discussão de rótulos por gênero, não é tão legal pensar que passados 20 anos, a coisa continua mais ou menos a mesma.

Charlotte e Trey (e a sogra)


Bunny MacDougal, mãe do primeiro marido de Charlotte, Trey, não tem nenhum limite e isso sempre coloca o casamento deles em xeque. Depois de voltarem de um período de separação, Charlotte não consegue sequer escolher um colchão novo para a cama do casal sem que a sogra se intrometa. As coisas parecem resolvidas quando a senhora os pega num momento, digamos, íntimo, mas voltam a degringolar quando Bunny diz que não gostaria de ter um neto chinês (eles pensam em adotar quando ela descobre que não tinha muitas chances de engravidar). Trey, então, compra um bebê de papelão depois de dizer que não sabe se está pronto para ter um de verdade.

*Charlotte finalmente consegue tudo o que sonhou quando era garotinha e brincava com as pérolas da mãe: o marido perfeito, a família tradicional, o apartamento na Park Avenue, o status… No entanto, seu casamento não poderia ser mais infeliz. Essa é uma das tramas mais importantes para a evolução da personagem, que não se abalou pelo insucesso do relacionamento, se livrou do marido e continuou sua busca pelo amor. Eu continuo a achando uma das mulheres mais persistentes e fortes da TV, mesmo com a aparência de “recatada e do lar”.


"Mas eu não quero pular o drama. Essa é a vida"

Carrie e Aidan - o noivado


Pesquei duas situações: a primeira, quando Big passa a ligar para Carrie pedindo conselhos amorosos sobre a namorada estrela de cinema, mesmo ela estando com Aidan - e ela o atende! Lembram? Carrie tinha acabado de reatar o namoro e, sem nenhuma noção de bom senso, convida Big a ir até a cabana de Aidan no interior para ouvir o ex chorar as pitangas. WTF? A segunda, quando ela aceita se casar com Aidan, mesmo tendo literalmente vomitado ao ver o anel de noivado pela primeira vez.



*Acho que todo mundo concorda que Carrie sempre foi sua própria inimiga no quesito relacionamento, mas o que ela teve com Aidan só pode ser considerado um relacionamento abusivo (em que ela era a vilã, claro). Imaginem as reflexões sobre esse tipo de namoro nos dias de hoje? Com certeza, ia render muito.

O Closet


A regatinha de seda estilo lingerie Chanel para ficar em casa, o vestido bufante de mil camadas, o terninho rosa pink com vibe 80’s combinado com a calça fusô preta; calça jeans + regata branca + blazer preto + colar de brilhantes + pochete Gucci; o top nude Roberto Cavalli que causou a briga por espaço no guarda-roupas entre Carrie e Aidan, usado no final do episódio com uma saia de seda assimétrica…



*Não existe roupa usada por Carrie Bradshaw que não seja incrivelmente estilosa. Simplesmente, não existe. Pode até ser um tanto edgy ou estranha, mas todas são icônicas. Até mesmo a camisola que ela veste para passar a noite comendo Oreo na cama de Miranda quando ela acha que tem um fantasma em sua casa… Tudo ali era meticulosamente pensado por Patricia Field e bancado por Sarah Jessica Parker da maneira mais genial possível.

Por Kanucha Barbosa

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